sexta-feira, 28 de agosto de 2009

SÉRIE CRONISTAS DO DESCOBRIMENTO - PT10 - FIM

“Tratados da terra e gente do Brasil” Fernão Cardim

Esse tratado descreve o que havia em nossas terras descrito pelo padre jesuíta Fernão Cardim. Sua crônica conta basicamente a fauna, flora e habitantes do lugar, se atendendo mais à flora. Ele fala as frutas e ervas que encontrou, como mangaba, jabuticaba, araçá, mandioca e maracujá. As árvores ele diz que eram árvores que davam água, provavelmente o cacto, e as que servem de madeira, de tinta vermelha, provavelmente o mogno.

SÉRIE CRONISTAS DO DESCOBRIMENTO - PT9 DE MUITAS

"Diálogo sobre a conversão do gentio' de Manuel da Nóbrega

Nóbrega conta a chegada dos jesuítas no Brasil e como foi essa estadia. Na crônica é dito que os jesuítas tentaram civilizar os índios, destruindo sua cultura, costumes e religiosidade, impondo o que eles achavam que era certo. De acordo com os jesuítas, a escravidão era errada, e que todos deviam amar a sim mesmos. Eles foram expulsos dessas terras cerca de 90 anos depois de sua chegada, pelos colonos.

S´RIE CRONISTAS DO DESCOBRIMENTO - PT8 DE MUITAS

"História da província de Santa Cruz" de Pero de Magalhães Gândavo

A crônica de Gândavo se foca mais em cima da geografia natural da terra, e tira a imagem ruim do índio na Europa, descrevendo como eram seus costumes. Ele conta seu ponto de vista sobre a descoberta do Brasil, dizendo que esse achado nada mais era que uma disputa entre Espanha e Portugal, durante as Grandes Navegações.

SÉRIE CRONISTAS DO DESCOBRIMENTO - PT7 DE MUITAS

"Santa Inês" de José Anchieta

José de Anchieta foi um padre que veio ao Brasil e o primeiro a aprender a língua tupi. Passou seus últimos anos de vida numa aldeia indígena, que hoje é a cidade de Anchieta. O poema de Santa Inês foi feito tendo como público alvo os índios, e sua marca principal, além do romantismo, é a religiosidade. Esse foi um dos poemas mais traduzidos em todo o mundo, feito pelo padre que tinha intenção de doutrinar o povo e levar seus conhecimentos pelo mundo.

SÉRIE CRONISTAS DO DESCOBRIMENTO - PT6 DE MUITAS

"As singularidades da França Antártica" de André Thevet.

Vem ao Brasil por um período curto de 2 meses, onde ele descreve o lugar com intenção de estabelecer aqui uma colônia Francesa, que seria chamada de França Antártica. Ele descreve a terra como sendo muito fértil, mas não cultivada, árvores férteis que dão bons frutos, e os índios como selvagens e sem civilidade e também que não vê motivo das terras serem chamadas de Índias, propondo nomes como França Antártica ou América.
“(...) Não vejo razão para que ela (a terra) seja chamada de Índia, (...)”
“(...) gente prodigiosamente estranha e selvagem, sem fé, sem lei, sem religião, sem civilidade nenhuma, que vive como animais irracionais, de modo como a natureza a fez (...)”
“Quanto ao território de toda a América, é muito fértil em arvores que dão frutos excelentes, mas sem lavoura nem cultivo (...)”

SÉRIE CRONISTAS DO DESCOBRIMENTO - PT5 DE MUITAS

Viagem ao Brasil, de Hans Staden

Hans Staden, em uma de suas viagens ao Brasil, ficou sobre o poder de uma tribo antropofágica chamada Ubatuba. Na crônica, ele diz que muito franceses estavam se aliando aos índios. A julgar pelo fato dele não ter servido de alimento aos índios canibais, podemos dizer que ele tinha muito poder de convencimento. Ele conseguiu fugir por intermédio dos franceses, indo embora em um navio francês que havia atracado nessas terras. Após o tempo de aprisionamento, quando voltou à sua terra, escreveu crônicas sobre o período em que esteve aqui.

SÉRIE CRONISTAS DO DESCOBRIMENTO - PT4 DE MUITAS

Viagem à terra do Brasil, de Jean de Lery

É o relato do francês, que ficou nas terras do Brasil, chamadas de França Antártica, entre 1556 e 1558. A intenção dele nessa estadia era mostrar o cotidiano dos índios aos europeus. Ele descreve a vida social dentro das aldeias, a relação Índios x Europeus, rituais de antropofagia, além de desmitificar a imagem do índio lá fora. Fica claro que Jean se simpatizou muito com os índios, tanto que os defende e fala bem deles.